domingo, 28 de março de 2010

UFSC

Ola malta! Estivemos uma semana ausentes por um motivo chamado Argentina. As novidades sobre essa aventura ficam para depois.
Neste momento tenho algo muito mais interessante para vos mostrar, ou não... Mas faz parte, afinal parece que viemos para aqui para estudar e fazer uma tese de mestrado.
Este é o Departamento de Engenharia Civil onde eu e a Maria estamos todos os dias a partir das 8h da manhã para trabalharmos arduamente na nossa tese.


O nosso tempo é passado no Departamento de Engenharia Civil, mais concretamente no GIEM (sala para os alunos que estão a fazer trabalhos na área das madeiras). Esta sala situasse no Laboratório de Experiências de Estruturas. No laboratório existe uma sala de carpintaria, onde eu e a Maria já espalhámos magia a tratar do nosso pinus taeda como podem ver






Normalmente cada departamento tem dois blocos, em que um deles é o bloco das salas de aula. As salas são qualquer coisa de extraordinário, as carteiras são enormes, as salas estão sempre limpinhas como podem observar. Para quê descrever se podem ver com os vossos próprios olhos… Mais parece uma prisão :P




Nem tudo é mau nesta terra, deixem que vos diga que a Biblioteca da Universidade nos deixou completamente estupefactas, é verdadeiramente fantástica. Pessoal, digam lá se em Coimbra houvesse uma biblioteca destas o estudo não rendia muito mais. Acho que pelo menos ela ia ser muito frequentada…

Patrícia Jorge

segunda-feira, 15 de março de 2010

Forró na Joaca (Praia da Joaquina)

Depois da praia decidimos ir jantar até ao centro da Lagoa da Conceição…escolhemos um restaurante mexicano. A hipótese de ficarmos na esplanada, que imitava um alpendre típico mexicano, foi excluída pois o ruído das pessoas era superior ao concerto the one man’s band que saía de dentro do restaurante. Optámos pela música ao vivo mexicana através de um sintetizador…uuuh que loucura…medo!!

O calor aumentava à medida que nos dirigíamos para o interior e as ventoinhas resmungavam para conseguirem rodar... Quanto à decoração, era quase perfeita pois nem com a baixa qualidade das luzes ambiente era possível disfarçar as camadas de pó nos quadros e chapéus…até juraria que os empregados traziam pó, misturado com um brilho provocado por um dia árduo de trabalho, aromatizado com esse mesmo perfume natural…este é um excelente restaurante!...para apenas saborear… (e mais uma vez confirma-se que a comida era gostosa e que não tivemos efeitos secundários).
Após a jantarada resolvemos passear entre os vários bares e enquanto nos decidíamos encontrámos um placard a falar de um tal festa de forró na praia da Joaquina com mulher vip até à meia noite… Estava decidido! apanhámos um táxi e lá fomos… o táxi deixou-nos mesmo entre as dunas e casa do forró, a De Raíz.



Procuramos a bilheteira e ficamos atrás de umas estrangeiras que pagavam as suas entradas…ficamos na dúvida mas assim que chegou a nossa vez bastou perguntar ao “chefe”: que horas são? E lá entrámos como mulheres vip…
É uma casa em madeira um pouco apodrecida pela chuva, vento e humidade marítima. Por dentro apenas uma divisão, um salão de dança no primeiro andar com um bar, cheio de skol, caipirinhas e bandeiras do Brasil...ordem e progresso...
As janelas dão para as dunas e a lua cheia trata de iluminar o caminho para os mais perdidos em ou por qualquer coisa ou alguém...
A casa tem ainda uma varanda para apanhar ar, fumar, beber e se tentar ter conversas. Encontrámos muitos estrangeiros de vários pontos do mundo tudo na mesma varanda. A música é ao vivo e as danças são contagiantes, ao mesmo tempo que impõe respeito pois são mesmo só para quem sabe. Ouve-se a música, enquanto se observa o ritmo rápido com que os homens as envolvem, rodam, inclinam e atiram pelo ar. Aqui quem dança é porque sabe o que está a fazer, e se sabe agarrar com firmeza vence.


JMiguel

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lar Doce Lar...

Olá pessoal

Finalmente vou apresentar o nosso lar, fica situado no Canto da Lagoa, com vista para o Morro do Badejo, aquele belo morro que temos de subir de ônibus quando vamos para a faculdade ou para o centro… Quando o tempo está favorável para o parapente temos o prazer de apreciar este magnífico cenário da varanda de nossa casa.


Então a nossa casa é composta por 3 quartos, uma mega varanda, 2 casas de banho, 2 salas uma para ver TV e outra de estar, uma cozinha, uma churrasqueira espectacular e um jardim.





Ah! Não me posso esquecer de apresentar a “grande” fera que guarda a nossa casa, com os nomes artísticos de “Jurêma” e “Pantufa”. Também vamos sendo visitadas por alguns animais de “estimação” como formigas, baratas, osgas, ratinho… e umas belas melgas e mosquitos (estes já fazem parte da família) bem isto é o que dá viver num clima quente e numa zona verde.



PS: O nosso senhorio é jardineiro… e as árveres somos nozes… hihihi… site recomendado: http://www.youtube.com/watch?v=ZCNnkOr2-lA&feature=related
Maria

terça-feira, 9 de março de 2010

Praia da Joaquina

A primeira ida, à praia da Joaquina, começou por uma caminhada debaixo do Sol das 11h da manhã, pelos passeios cobertos de vegetação e terra molhada da noite anterior, que acompanham a estrada de peças hexagonais com altos e baixos, para além de lombas que pretendem avisar zonas de passagem de peões que muito raramente são respeitadas. A condução nesta ilha é cheia de adrenalina…vale tudo! Todos correm para qualquer lado, as ultrapassagens estão sempre a acontecer e até mesmo quando a estrada tem apenas duas vias é como se tivessem três, ou quantas forem precisas…A melhor experiência foi no cruzamento para as praias, um cruzamento em T, onde tínhamos que parar a cada passo que dávamos na passadeira…
Cuidado com a vaca! Durante a caminhada, apercebemo-nos que o bobi, o melhor amigo do Homem, é aqui substituído por uma ou várias loiras, com chifres que se passeiam pelo relvado do jardim…Cada um trata da relva como pode…

Já mais perto da praia encontrámos as atractivas dunas onde se pratica sandboard…Sinceramente para mim o bilhete está caro, pois basta meio bilhete, o de ida…pode ser que um dia entenda qual é a adrenalina de descer sabendo o que vamos ter que subir…Para a próxima até podia ir de bicicleta mas não, vou levar o saquinho plástico do tradicional scu da Serra da Estrela, pelo menos é de graça, e pode ser que não saia do sítio...pois o melhor são as vistas! Bem do cume das dunas é possível vislumbrar o final destas que começam na Lagoa da Conceição e que vão até ao mar da praia da Joaquina.

Ao descermos até à entrada principal da praia somos escoltadas por lojas de comércio tipo artesanato de têxteis, bijutaria, e ainda restauração. E como podem verificar o Sol anda de tal forma abrasador que até faz mal ao cérebro das minhas miúdas ou então foi algum mosquito que lhes picou…apresento-vos o resultado… Estas são as minhas tias, ora, é a tia Vá, a tia Pati e a ti Maria…para o que eu estou guardada…







Já na areia temos a praia de uma casa, é a vivenda de sonhos de todos os que sempre quiseram viver em cima das rochas virados e rodeados de mar e ainda de harmoniosas palmeiras sobre um relvado, de onde parte uma escadaria mesmo para a areia da praia, o quintal da casa.

Esta é a praia escolhida pelos surfistas, temos pé durante bons metros e ondas sem parar, mesmo assim, para verdadeiros surfistas, imagino que as melhores ondas ainda estão para aparecer…

JMiguel

sábado, 6 de março de 2010

Um banho de chuva!


A seguir ao primeiro dia de praia tivemos a primeira saída à noite.
O tempo em Florianópolis tem se revelado uma surpresa, húmido e abafado, aragem só uma vez por dia e faz um calorzinho que nos faz entender bem a inércia deste povo. Ao cair da tarde o céu transforma as suas nuvens brancas em pesadas nuvens cinzentas, surgindo, pouco tempo depois, alguns relâmpagos. A chegada do som do trovão aconteceu ainda enquanto jantávamos, junto à Lagoa da Conceição, num típico restaurante com peixe e marisco como especialidade, efectuando apenas uma despesa de 8€, incluindo já uma bebida. A escolha do bar para tomar o “digestivo” seguiu o som da música ao vivo que se fazia ouvir entre a trovoada. Fomos até ao Bar do Boni. Pode dizer-se que a única música que conheci foi…adivinhem lá…”Marijuana? Ilegal!”...Com muita tristeza minha…(ou não)…não passaram uma única música parola brasileira que se ouve em Portugal! Como se diz por cá…Graça a’Deus! Desta forma qualquer possibilidade de cantarolar um refrão e mostrar os meus belos dotes de cantora foram por chuva abaixo…
Após a primeira rodada de bebida, de Skol e tradicional caipirinha, enquanto se vislumbrava com a ajuda de relâmpagos toda a lagoa e os seus montes, começou a chuvada tropical…a música continuou, nós mantivemo-nos na esplanada debaixo do chapéu de sol, que agora servia de chapéu de chuva, vendo a chuva cair.


Ali mesmo ao lado a água corria em direcção à lagoa tapando a fronteira de areia. Conhecemos o Wilson, o Lucas, e o Rudi, três nativos da ilha, com uma estranha forma de se meterem connosco. Pelo que entendi tudo começa com linguagem gestual, tentando simular um coração que afastam e aproximam repetidamente do peito… após ultrapassarem esta fase conseguiram explicar-nos significados de certos termos, como guria, sarada..., mostraram-nos o que sabiam da cultura da sua descendência, falaram até que existe um samba rock…uns bacanos, portanto! No bar trabalha ainda um Suíço já com, pelo menos, 50 anos que resolveu vir viver para Florianópolis, ele justifica esta mudança de vida por sentir que a liberdade é a sua fonte de energia. Contou-nos também a sua experiência com o povo brasileiro, rematando com a seguinte frase: “Brasileiro fala, fala e não faz…mas tem bom coração!”



JMiguel


quarta-feira, 3 de março de 2010

Praia Mole

A vida no hotel Samuka começava às 9:30 com um belo pequeno-almoço, cheio de frutas tropicais e os seus respectivos sucos, bolos típicos e doces de abóbora e goiabada. Bem abastecidas partíamos em direcção à praia, começámos pela Praia Mole.

Falaram em cinco minutos a pé…mas esqueceram-se de avisar que era a subir. Fica aqui o lado positivo da subida…a foto panorâmica e o início da prática de exercício físico ao nível dos gémeos, coxas e prolongamentos…

Quanto à praia o melhor é cair na água, flutuar e virar costas ao horizonte sem pôr-do-sol. A beleza da praia está nos montes revestidos de rochas e arbustos verdejantes que crescem de frente para o mar.


Sim, ok...! E talvez também esteja nos manequins que se passeiam de reduzidos biquínis…em contrapartida sobra-nos o belo do short branco para comentar… Mas dando o respectivo valor à natureza, natureza selvagem, que nos absorve e distrai ao mesmo tempo, e que sem darmos conta nos arregala os olhos ao comércio de praia.




Esse aí é o Jurêmo! O senhor do queijinho com orégãos… O trabalho desta pessoa consiste em transportar um recipiente com vários paralelepípedos de queijo espetados num pau, como se fossem gelados e ainda um pequeno tacho, com carvão, como se fosse um cesto com uma grande asa. Assim que o chamamos pergunta se queremos que coloque os orégãos no queijo e começa logo a passa-lo pela brasa. Á partida diríamos: mas o que será que passa na cabeça destas pessoas para comerem queijo na brasa debaixo de 32º de temperatura?? E ainda para aguçar mais o apetite, o que melhora mesmo tudo, é ver o queijo a ser transportado numas simples caixas de plástico, transparente, onde se podem ver os queijos a nadar num líquido amarelado...E como somos moças para criticar só depois de bem avaliada a situação…justiça seja feita…e lá fomos provar… E a ASAE que não venha com ideias! Da nossa parte fica aqui o registo em como o queijinho é aconselhável, não se verificando efeitos secundários…

JMiguel




Oooi, tudo jóia?!

Bem, após uma semana e meia a tratar de arranjar casa, fazer compras, organizar documentação e falar com os professores… e só por acaso, ainda arranjar tempo para as nossas aventuras…vou finalmente começar a fazer referência aos acontecimentos mais marcantes das 4 floripas!
JMiguel