segunda-feira, 15 de março de 2010

Forró na Joaca (Praia da Joaquina)

Depois da praia decidimos ir jantar até ao centro da Lagoa da Conceição…escolhemos um restaurante mexicano. A hipótese de ficarmos na esplanada, que imitava um alpendre típico mexicano, foi excluída pois o ruído das pessoas era superior ao concerto the one man’s band que saía de dentro do restaurante. Optámos pela música ao vivo mexicana através de um sintetizador…uuuh que loucura…medo!!

O calor aumentava à medida que nos dirigíamos para o interior e as ventoinhas resmungavam para conseguirem rodar... Quanto à decoração, era quase perfeita pois nem com a baixa qualidade das luzes ambiente era possível disfarçar as camadas de pó nos quadros e chapéus…até juraria que os empregados traziam pó, misturado com um brilho provocado por um dia árduo de trabalho, aromatizado com esse mesmo perfume natural…este é um excelente restaurante!...para apenas saborear… (e mais uma vez confirma-se que a comida era gostosa e que não tivemos efeitos secundários).
Após a jantarada resolvemos passear entre os vários bares e enquanto nos decidíamos encontrámos um placard a falar de um tal festa de forró na praia da Joaquina com mulher vip até à meia noite… Estava decidido! apanhámos um táxi e lá fomos… o táxi deixou-nos mesmo entre as dunas e casa do forró, a De Raíz.



Procuramos a bilheteira e ficamos atrás de umas estrangeiras que pagavam as suas entradas…ficamos na dúvida mas assim que chegou a nossa vez bastou perguntar ao “chefe”: que horas são? E lá entrámos como mulheres vip…
É uma casa em madeira um pouco apodrecida pela chuva, vento e humidade marítima. Por dentro apenas uma divisão, um salão de dança no primeiro andar com um bar, cheio de skol, caipirinhas e bandeiras do Brasil...ordem e progresso...
As janelas dão para as dunas e a lua cheia trata de iluminar o caminho para os mais perdidos em ou por qualquer coisa ou alguém...
A casa tem ainda uma varanda para apanhar ar, fumar, beber e se tentar ter conversas. Encontrámos muitos estrangeiros de vários pontos do mundo tudo na mesma varanda. A música é ao vivo e as danças são contagiantes, ao mesmo tempo que impõe respeito pois são mesmo só para quem sabe. Ouve-se a música, enquanto se observa o ritmo rápido com que os homens as envolvem, rodam, inclinam e atiram pelo ar. Aqui quem dança é porque sabe o que está a fazer, e se sabe agarrar com firmeza vence.


JMiguel

2 comentários:

CIVILizado disse...

Então e novidades???? Estão vivas???

Anónimo disse...

isso é q é curtir, pessoal!
qdo ca chegarem o que é que trazem feito?
je